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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

É tão fácil entender de música clássica

Vejo por aí pessoas se debatendo para entender de música clássica.
Pessoas tentam, mas geralmente desistem logo no início, por se tratar de um ritmo não tão contagiante quanto o roquenrou, não tão abundante quanto o funk, nem tão micheltelístico quanto o sertanejo universitário.

Porém, é por essas e outras tantas que estamos aqui. Nós, da Pepino Circense elaboramos um dossiê estupendo, que fará você ser a pessoa mais entendedora de música clássica da sua turma.
De quebra, colocamos links em cada música, para que você delicie-se com a mais bela expressão do nosso planeta:


COMO ENTENDER MÚSICA CLÁSSICA


Bach - é o cara que toca o órgão sinistro, que nos faz lembrar do Fantasma da Ópera. Medo. (Toccata et fugue)
Beethoven - é o cara surdo. Ou, para você que quer se mostrar mais esperto ainda: é o cara da música do caminhão de gás. (Für Elise)
Brahms - é o cara da música de ninar. (Cradle Song)
Chopin - é o cara com a música que toca em quase todos os desenhos do Tom & Jerry. (Grande Valse Brillante)
Dukas - é o cara da música do Mickey com chapéu de feiticeiro, aquele em que ele briga com as vassouras. (Sorcerer's Apprentice)
Elgar - é o cara da música de formatura dos filmes norteamericanos. (Pomp and Circunstance)
Frank Mills - caixinha de música. (Music Box Dance)
Handel - o cara da famosa "Aleluia!" (Hallelujah!)
Strauss (o Johann, não o Richard) - é o cara da valsa que toca, tocou ou tocará na sua festa de 15 anos. (Danúbio Azul)
Strauss (o Richard, não o Johann) - é o cara da música dos macacos jogando ossos pra cima. (Also sprach Zarathustra)
Mendelssohn - é o cara da música que toca, tocou ou tocará no seu casamento. (Wedding March)
Rossini - é o cara da música das corridas de cavalo (Wilhelm Tell Overture)
Wagner - é o cara da música da tempestade, furacão, tufão, maremoto ou qualquer fenômeno natural que deixe todo mundo tenso. (Ritt der Walküre)

E, o mais básico de todos:
Tchaikovsky - o cara do Lago dos Cisnes.

Esperamos ter contribuído para enriquecer o seu gosto musical.
De nada.

O difícil agora é saber quem é quem

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Estreia 13: Novo filme

Conseguimos o roteiro da próxima estreia mundial do filme mais assustador do momento, e vamos publicar em primeira mão!

Dos mesmos produtores de O Chamado:

A professora entra na sala de aula. Silêncio. Senta-se na cadeira e abre um livro.
Pega uma caneta. Coloca os óculos.

- Maria.
- Presente. - responde Maria.
- Carla.
- Presente.
- Josué.
- Eu.
- Renato.
- Presente.
- Rosa.
- Não veio, professora. - grita Carla.
- Carmelo.
- Presente.
- Samara.
- ...
- Samara.
- ...
- Samara!
- Presente, professora!
- Samara, tire esse cabelo da cara! - grita a professora!

Vem aí!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Embu das Artes por vários ângulos

Esta cidade chama-se Embu das Artes. Ela fica no Estado de São Paulo e tem 240 mil habitantes.

Muitos artistas, políticos e outros famosos já passaram pela cidade, e cada um deixou a sua marca.

Foi pensando nessa forma artística de acolher turistas, que o prefeito resolveu adaptar o nome da cidade para cada visitante que for conhecê-la, e assim ficou:

Em Bundas Artes, quando as "atrizes" Rita Cadillac e Gretchen estiveram por lá.
In Bloom das Artes, durante um show do Nirvana.
Em Budas Artes, para agradecer a ida do Dalai Lama.
Em Buuum das Artes, após a queda das Torres Gêmeas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Especial sobre Eleições 2012


Durante a semana, o Jornal da Band (na rádio Band FM - Canoinhas-SC) apresentou um especial sobre as Eleições. A cada dia uma explicação diferente: qual é o papel do vereador, o papel do prefeito, Lei de Responsabilidade Fiscal, Pacto Federativo e Lei de Acesso à Informação.

Não fui chamado para opinar, mas deixo aqui a minha versão:

- Qual é o papel do vice-prefeito?
- Bem, o vice-prefeito chega na prefeitura, coloca o paletó na cadeira, senta-se e espera o relógio dar 18h. Aí vai embora.
- Mas e se o prefeito não estiver presente? É o vice que assume. E aí, o que o vice faz?
- O vice? Hum... Ele... Ele... (fecha os olhos e faz cara de choro) Eu ligo pra minha mãe!

Buááá!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Terror, horror, repulsa e a Dança Macabra

Stephen King, mestre do terror
Segundo Stephen King, existem três níveis no gênero medo: o terror, o horror e a repulsa.

Mas qual a diferença entre eles?

Na obra Dança Macabra, de 1981, King explica que o terror (considerado por ele o melhor elemento) consiste em assustar sem mostrar o terrível monstro sanguinário. No horror aparece o tal do monstro, e a repulsa consiste no que o monstro faz.

King diz ainda que "o terror é a melhor das emoções, pois mexe com o psicológico. Então, eu tentarei aterrorizar o leitor. Se não conseguir, tentarei horrorizá-lo. Se eu descobrir que não consigo horrorizar, eu vou apelar para sangues e tripas. E eu não me orgulho disso".

OBS pertinente: A frase "Eu vi o futuro do horror, e o nome dele é Clive Barker", dita por Stephen King, serviu de catapulta para o estrelato do autor da série de filmes Hellraiser, Clive Barker, mas isso é outra história, que deverá ser contada em outra ocasião.

A Dança Macabra, além do livro de King, é uma alegoria criada na Idade Média que serviu como propósito de expressar a ideia de que Niemeyer ninguém está imune à morte, não importa o seu status social. A Dança da Morte une a todos.

Essa ideia começou a ser difundida após o impacto da Peste Negra, nos idos de 1350, e serviu para alertar as pessoas de quão frágeis elas eram, e de que quão vãs eram suas conquistas terrenas.

Exemplos da Dança Macabra
A Dança Macabra mais antiga é creditada a uma pintura de 1424, na Igreja dos Santos Inocentes, em Paris.

Com a chegada da Idade Moderna, o susto inicial de que a morte pode pegar todos nós se transformou em uma espécie de conformismo por algo que não se pode prevenir, muito menos, evitar.
Muitos compositores clássicos deram sua graça e presentearam o mundo com belas danças macabras. Em 1874, o compositor francês Camille Saint-Saëns musicou a sua versão da Dança Macabra, que ficou muito famosa por servir de trilha sonora para muitos filmes, séries e jogos de videogueime.


Apesar da temática dessa canção ser a morte, ela é uma delícia de se ouvir. Ao fechar os olhos, dá pra sentir terror, horror e repulsa ao mesmo tempo.

Pesquisando por aí, pode-se encontrar versões da Dança Macabra estilo Tim Burton, Walt Disney e Monty Python, entre outros:




Leia Mais: "Um estudo da Dança Macabra por meio de imagens", de Jacqueline da Silva Nunes e Terezinha Oliveira.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Você sabe o que é Leitmotiv?

No último capítulo da novela Roque Santeiro, exibido em 22 de fevereiro de 1986, o público finalmente pode presenciar a transformação do misterioso Professor Astromar (Ruy Rezende) no lobisomem que atacava as mulheres em torno do cemitério da fictícia Asa Branca.

Toda vez que o lobisomem atacava, a música-tema Mistérios da Meia-noite, de Zé Ramalho, ajudava a criar o clima soturno das cenas, o que, confesso, dava muito medo quando eu era criança.


Muitas novelas, filmes etc. tem uma música que marca um personagem ou um cenário. Esse conceito chama-se leitmotiv (também há leitmotiv na literatura e no teatro), e foi usado pela primeira vez pelo compositor clássico alemão Richard Wagner, na ópera O Holandês Voador, de 1842.


A ópera de Wagner conta a lenda de um navio-fantasma, o mesmo do filme Piratas do Caribe. Mas isso é outra história, que deverá ser contada em outra ocasião.

Depois dessa experiência bem-sucedida de Wagner (não o Montes), outros compositores passaram a utilizar o artifício leitimotiv em suas obras.

Em 1931, o diretor conterrâneo de Wagner, Fritz Lang, terminava uma das obras mais significativas do expressionismo alemão, M - O Vampiro de Düsseldorf (aquele filme com uma das cenas mais sensacionais que eu já vi na vida).
Nesse filme, toda vez que o assassino aparece para matar uma criança, ele assovia a canção I Dovregubbens hall, de Edvard Grieg. Ela é mais conhecida pelo seu nome em inglês In The Hall Of The Mountain King.


A música de Grieg foi o primeiro leitmotiv musical a não fazer parte de uma ópera. (Aqui, a versão da banda finlandesa Apocalyptica)

A tal cena que é uma das mais sensacionais do cinema

O filme por si só já é sombrio, com um assassino sombrio e uma história idem. A iluminação e o jogo de câmera transformaram essa obra num clássico. Mas temos de convir que o assovio do personagem dá o toque magistral.

Podemos dizer que Lang é o responsável por criar a cultura da música-tema nas novelas, como "Você não vale nada, mas eu gosto de você", "Como uma deusa, você me mantem" ou "Só no sapatinho, ô ô"...

O assovio de In The Hall Of The Mountain King nas cenas do assassino é tão sombrio quanto Mistérios da Meia-Noite, nas cenas do lobisomem.

Resumindo, leitmotiv (motivo condutor, em alemão) é a música-tema de um personagem ou cenário.

...E, para finalizar, o cearense Ednardo, que nos deixou a bela canção Pavão Mysteriozo (leitmotiv da novela Saramandaia, de 1976), também nos deixou uma bela filha: a atriz Joana Limmaverde. Ela não é um leitmotiv, mas e daí?
Pavoa mysterioza